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Além dos servidores dos judiciários, federal e estadual, o ato contou com a presença dos trabalhadores em greve das Universidades Estaduais de São Paulo
Mais uma vez os servidores públicos federais e estaduais com muita unidade demonstraram sua disposição de luta e tomaram as ruas de São Paulo nesta quarta-feira (23) com cerca de 2 mil trabalhadores que estampavam no rosto a garra de uma categoria que não desiste de seus direitos.
A manifestação ganhou mais força com o apoio dos funcionários das Universidades Estaduais de São Paulo (USP, Unesp, Unicamp). A Praça João Mendes, região central de São Paulo, foi novamente ocupada pelos servidores que decidiram em assembléia realizada no local a continuidade da greve.
O membro da Secretaria Executiva Nacional Provisória Eleita no Conclat, Paulo Barela, presente no ato, salientou a importância das manifestações unificadas feitas pelos servidores. Citou o ato realizado na quarta-feira passada como um grande passo contra os ataques do governo. “Estamos construindo a unidade das categorias em greve do judiciário federal, estadual e dos funcionários das universidades estaduais. Esta unidade fortalece o movimento e coloca as categorias em melhores condições frente aos governos para avançar nas conquistas, negociar suas reivindicações e garantir seus diretos”, disse.
Barela informou que está sendo criada uma campanha de solidariedade em defesa da greve, pois muitos servidores não estão recebendo salários. “Nossa Central é uma organização à serviço das lutas de todos os trabalhadores, por isso estamos aqui com nossa força militante e ombro a ombro com os servidores. Já estamos organizando a campanha de solidariedade às greves, para permitir que os servidores permaneçam firmes na luta por suas reivindicações, apesar das medidas de repressão ao movimento que vêm fazendo os governos Lula e Serra”.
Um dos diretores de Base do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) Alexandre Pariol, falou aos manifestantes que a greve dos funcionários já ultrapassa 50 dias. A principal reivindicação dos funcionários da USP é o mesmo reajuste de 6% dado aos professores no mês de fevereiro. Os trabalhadores lutam contra o sucateamento das Universidades. “Estamos aqui juntos com os servidores do judiciário para dizer que a nossa greve é justa e continua”, ressaltou.
Mais uma fez os servidores se manifestaram em defesa de reposição das perdas salariais do período, pelo plano de cargos e salários e por isonomia entre os diversos níveis das carreiras. Repedindo a dose da semana passada os grevistas seguiram em passeata com muitas bandeiras e palavras de ordem que alertavam sobre o corte no ponto e os descontos nos salários. Sempre dialogando com a população, os manifestantes denunciavam o descaso dos governos com os serviços públicos e explicavam que sua luta também é pela defesa de um serviço público amplo, gratuito e de qualidade.
O ato deu a resposta aos ataques dos governos de Lula e de Serra que tentam a todo custo desmoralizar e tornar ilegítimo do direto de greve. Por este motivo, as greves do funcionalismo, tanto no âmbito estadual como no federal, continuam contra o descaso dos governos aos serviços públicos, que prejudica não só a categoria, mas também a população que necessita destes serviços.
Da redação |